A perpetuidade da sucessão papal é entendida moralmente, ou seja, na perpetuidade dos direitos papais, e não em uma perpetuidade de uma pessoa eleita ocupando a Sé Apostólica

A perpetuidade da sucessão papal é entendida moralmente, ou seja, na perpetuidade dos direitos papais, e não em uma perpetuidade de uma pessoa eleita ocupando a Sé Apostólica
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"Note-se que esta sucessão formal ininterrupta deve ser entendida moralmente e de acordo com a natureza das coisas: sucessão de pessoas, modo eleitoral, como Cristo quis e compreendeu toda a antiguidade cristã. Esta perpetuidade não exige, portanto, que entre a morte do predecessor e a eleição do sucessor não haja qualquer intervalo, nem mesmo que em toda a série dos pastores nenhum possa ter sido encontrado duvidoso; mas 'se entende por isto uma sucessão de pastores legítimos tal que nunca a Sé Apostólica possa realmente ser considerada como tendo caído em desgraça, mesmo que esteja vacante ou ocupada por um titular duvidoso; portanto, que o governo dos predecessores continue virtualmente no direito da Sé ainda em vigor e sempre reconhecido e que sempre persevere a preocupação de eleger um sucessor' (Ch. Antoine, De Eccl.)" (Padre Auguste Alexis Goupil, S.J., L'Eglise, 5.º ed., 1946, Laval, pp. 48-49)

A perpetuidade da sucessão papal é entendida moralmente, ou seja, na perpetuidade dos direitos papais, e não em uma perpetuidade de uma pessoa eleita ocupando a Sé Apostólica — Padre Auguste Alexis Goupil, S.J.