A perpetuidade da Sé Apostólica consiste nos direitos petrinos e a pessoa física do Papa não é sempre necessária

A perpetuidade da Sé Apostólica consiste nos direitos petrinos e a pessoa física do Papa não é sempre necessária
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“Portanto, a Igreja é uma sociedade essencialmente monárquica. Mas isso não impede que a Igreja fique por um curto período de tempo, depois da morte do Papa ou mesmo por muitos anos, destituída de sua Cabeça. Sua forma monárquica ainda permanece intacta neste estado. Por esta razão, corretamente se diz que a Sé de Roma permanece depois que a pessoa ocupada nela tenha morrido, pois a Sé de Roma consiste essencialmente nos direitos do Primaz. Aqueles direitos que são um elemento essencial e necessário da Igreja. Com eles, ademais, o Primado então continua ao menos moralmente. A perpetuidade da presença física da pessoa do chefe, contudo, não é estritamente necessária” (Padre Aemil Dorsch, S.J., Institutiones Theologiae Fundamentalis, De Ecclesia, 1928, 2:196-7)