A ignorância não-culpável ou invencível nunca foi nem nunca será um meio de salvação
A ignorância não-culpável ou invencível nunca foi nem nunca será um meio de salvação“A ignorância não-culpável ou invencível nunca foi nem nunca será um meio de salvação. Para ser salvo, é necessário ser justificado, ou estar em estado de graça. Para se obter a graça santificante, é necessário ter as corretas disposições para a justificação; isto é, a verdadeira fé divina, pelo menos nas verdades necessárias à salvação, uma confiante esperança no Salvador divino, uma contrição sincera pelos pecados, juntamente com o firme propósito de fazer tudo o que Deus ordenou, etc. Ora, tais atos sobrenaturais de fé, de esperança e de caridade, de contrição, etc., que preparam a alma para receber a graça santificante, não podem de modo algum ser providos pela ignorância invencível; e se a ignorância invencível não pode fornecer aquilo que é preparatório para a recepção da graça santificante, muito menos poderá fornecer a própria graça santificante. A ignorância invencível, diz Santo Tomás, é uma punição pelo pecado” (Padre Michael Müller, C.Ss.R., The Catholic Dogma, 1888, pp. 217-218)