28 de outubro — Santos Apóstolos Simão e Judas Tadeu

28 de outubro — Santos Apóstolos Simão e Judas Tadeu
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Extraído de uma edição de 1935 do livro “Na Luz Perpétua — Leituras religiosas da Vida dos Santos de Deus, para todos os dias do ano, apresentadas ao povo cristão” 1

O Santo Apóstolo Simão era oriundo da Galileia e pertencente à tribo de Naftali ou Zebulom, não devendo, portanto, ser confundido com o Apóstolo São Simão, parente de Nosso Senhor Jesus Cristo. Segundo o testemunho de Nicéforo, Simão atravessou a ilha de Chipre, o Egito, a Mauretânia e outros reinos africanos e chegou até às Ilhas Britânicas.

Muito pouco fidedignas são as notícias que de São Simão até nós chegaram. Nada ou quase nada sabemos dos trabalhos apostólicos e da morte deste Apóstolo. Um martirológio antiquíssimo diz que sofreu o martírio na Pérsia; São Jerônimo e Beda, o venerável, são da mesma opinião.

Judas, chamado também Tadeu, é irmão de São Tiago Menor e de Simão, Apóstolos todos três e filhos de Cléofas (ou Alfeu) e Maria, uma das santas mulheres que assistiram a morte de Jesus Cristo na Cruz. Foi Judas aquele Apóstolo que, por ocasião da última ceia, perguntou a Jesus Cristo porque se manifestava só aos apóstolos e não ao mundo. O divino Mestre respondeu-lhe que o mundo não era digno das revelações divinas, por ser inimigo de tudo que é de Deus.

Depois da descida do Espírito Santo, quando dos Apóstolos cada um procurou seu campo de evangelização, Judas Tadeu se dirigiu para Síria, Mesopotâmia e Armênia. Em 63 tomou parte no concílio apostólico em Jerusalém, que elegeu Simão, irmão de Judas, bispo e sucessor de São Tiago Menor.

Nicéforo e outros referem que Judas morreu em Edessa. Outros, porém, dizem que sofreu o martírio na Pérsia.

Acredita-se que os corpos destes dois Apóstolos se acham na catedral de São Pedro, em Roma. De São Judas Tadeu existe uma epístola, a última das epístolas católicas escritas no cânon dos livros sacros e reconhecidos pela Igreja. Esta Epístola, segundo opinião de muitos, Judas dirigiu-a aos judeus-cristãos (judeus que se tinham convertido ao cristianismo) da Palestina. É provável que tenha sido composta antes da destruição de Jerusalém, porque o Apóstolo nenhuma alusão faz à tal catástrofe, o que seria estranhável, se a tivesse escrito depois do ano 70.

Nela são exortados os cristãos de conservar a doutrina que receberam dos grandes mestres da Igreja, o que faz supor que esta epístola tenha sido escrita depois da morte dos outros Apóstolos.

REFLEXÕES

Longos anos passaram estes dois Apóstolos em árduos trabalhos pela salvação das almas e pela propagação do reino de Cristo sobre a terra. Salvar almas é sua meta e para consegui-la não medem sacrifícios, por mais frequentes e dolorosos que sejam. Também nós devemos ser apóstolos, zeladores da propagação da fé. Se o amor de Jesus Cristo nos anima, não podemos deixar de ter amor também à sua obra, que é conduzir todos os homens ao aprisco do supremo pastor. “As missões estrangeiras, diz o grande Papa Pio X, são empreendimentos que carecem ser recomendados aos católicos de fé. Quem souber apreciar o valor da nossa religião e possuir uma centelha de amor ao próximo, decerto não negará auxílio a tantos pobres irmãos, que se perdem nas trevas e na sombra da morte”.

Dá às missões tuas orações, tuas mortificações, tua esmola.

Santos cuja memória é celebrada hoje:

Em Roma, o martírio de Santa Anastácia, a mais velha. Esbofetearam-na para fazê-la apostatar; arrancaram-lhe as unhas, quebraram-lhe os dentes, mutilaram seu corpo, cortaram-lhe pés e mãos. Um tal chamado Cirilo, que atendeu seu pedido, dando-lhe um pouco de água, foi morto também.

Em Roma, o martírio de Santa Cirila, Virgem. 268.

Em Fujian, China, o martírio dos filhos de São Domingos: Alcober, Royo, Díaz e Serrano, companheiros do Padre Sanz, e de muitos cristãos. 1748.

Notas
  1. PDF desse livro disponível em: https://archive.org/details/pe-joao-baptista-lehmann-na-luz-perpetua-vol-ii