21 de fevereiro — Santa Adelaide, Abadessa e Virgem

21 de fevereiro — Santa Adelaide, Abadessa e Virgem
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Extraído de uma edição de 1928 do livro “Na Luz Perpétua — Leituras religiosas da Vida dos Santos de Deus, para todos os dias do ano, apresentadas ao povo cristão” 1

A Santa Virgem e Abadessa Adelaide descendia dos célebres condes de Geldern. Seus pais, Megingoz e Gerberga, tiveram, fora de Adelaide, ainda um filho e duas filhas. Uma destas filhas entrou no convento de Santa Maria em Colônia e Adelaide fez-se religiosa de Santa Úrsula, na mesma cidade.

Ambas foram eleitas abadessas pela respectiva comunidade a que pertenciam. Quando os pais, por ocasião da morte de seu filho, construíram uma Igreja e um convento em Vilich, Adelaide passou a ser abadessa do convento. Com ela entraram muitas donzelas e foi introduzida a Regra de São Bento.

Em Adelaide possuíam as religiosas uma verdadeira mãe, que, com muita habilidade, guiava suas filhas no caminho da perfeição e santidade, sendo ela em todas as virtudes cristãs modelo perfeito.

A mesma caridade que reinava no convento, Adelaide tinha para com os pobres e doentes, que a ela se dirigiam. Quinze pobres eram seus hóspedes quotidianos. No tempo de uma grande fome, o convento de Vilich foi a salvação de muita gente. Grande parte de sua herança Adelaide destinou para a pobreza. Em 1015, teve, Adelaide, uma morte santa. Deus se serviu de sua serva para operar grandes milagres, dos quais dois sejam mencionados: Uma pessoa possessa do demônio ficou livre desta escravidão e um menino paralítico recuperou o uso dos seus membros.

Reflexões

1. Santa Adelaide era caridosa para com os doentes, e com palavras e bons conselhos animava-os a levar sua cruz em conformidade com a vontade de Deus. Visitar doentes é uma obra de misericórdia, que muito agrada a Deus. A visita feita a um doente sempre pode ter utilidade para o enfermo. Uma palavra de conforto, lembrando-o do valor do sofrimento em união com a Paixão de Nosso Senhor, uma pequena oração feita com o enfermo, uma leitura edificante, feita da Imitação de Cristo, da Vida dos Santos ou de um outro livro piedoso, são bálsamo em dias de doença. Quem visita doentes, deve ter bastante tato para evitar o que moleste o enfermo.

2. Santa Adelaide, sentindo a proximidade da morte, externou o desejo de receber os Santos Sacramentos. Este desejo todo cristão deve ter. Os Santos Sacramentos administrados na doença, não só não produzem mal algum, como pelo contrário, dão conforto, consolo e santidade à alma. Cruel, desumano e anticristão é o falso cuidado que certos parentes têm que, sob o pretexto de não assustar o doente, deixam-no em ignorância sobre o seu estado, e por todos os meios, procuram dele afastar o sacerdote, aquele que administra os Sacramentos de Cristo.

Notas
  1. PDF desse livro disponível em: https://archive.org/details/pe-joao-baptista-lehmann-na-luz-perpetua-vol-i_202312