07 de julho — São Vilibaldo, Bispo

07 de julho — São Vilibaldo, Bispo
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Extraído de uma edição de 1935 do livro “Na Luz Perpétua — Leituras religiosas da Vida dos Santos de Deus, para todos os dias do ano, apresentadas ao povo cristão” 1

São Vilibaldo, primeiro Bispo de Eichstätt, na Alemanha, de nacionalidade inglesa, nasceu em 704 aproximadamente. Filho do santo rei Ricardo e de Bonna, irmã de São Bonifácio, o grande Apóstolo da Alemanha, tinha Vilibaldo por irmãos São Vunibaldo, abade de Heidenheim e Santa Valburga, abadessa. Na idade de três anos caiu gravemente doente e os médicos nenhuma esperança deram de salvamento. Nessa aflição, os pais levaram o filhinho ao cruzeiro plantado numa praça pública e, pondo-o ao pé do símbolo da Redenção, pediram, em oração ardente de fé, que Deus conservasse a vida ao pequeno, consagrando-o ao mesmo tempo, ao serviço de Deus, caso recuperasse a saúde. Deus ouviu as preces, e o pequeno Vilibaldo restabeleceu-se. Tendo apenas seis anos, foi confiado ao cuidado dos monges do convento de Waldheim, em cuja companhia ficou quatorze anos e sob a direção dos quais se instruiu na religião, nas artes e ciências. Terminado o curso dos estudos, manifestou Vilibaldo desejo de visitar os Santos Lugares da Palestina. Em companhia do pai, do irmão Vunibaldo e de alguns jovens fidalgos, fez a piedosa peregrinação. Chegados a Lucca, morreu-lhe o pai, fato este que lhe fez mudar o plano da viagem. Não obstante, continuaram a romaria, dirigindo-se a Roma, onde visitaram os grandes santuários da metrópole cristã. Meses depois Vilibaldo, acompanhado de outros sete jovens, se pôs de novo a caminho para a Palestina, onde com muita devoção visitou os lugares consagrados pela vida e pela Paixão e Morte do Divino Salvador.

Deus quis, por um modo extraordinário, provar a fé do seu servo. Vilibaldo, achando-se em Gaza, em certa ocasião, assistindo à Santa Missa na Igreja de São Matias, foi acometido de uma doença, que o privou da vista. Completamente cego, o Santo passou dois meses na Terra Santa, até que, durante uma oração que fazia, na Igreja de Santa Cruz, inesperada e repentinamente recuperou a vista.

De volta à Europa, entrou para o convento dos Beneditinos em Monte Cassino, onde ficou pelo espaço de dez anos, decorridos os quais, foi pelo abade mandado a Roma a tratar de negócios importantes da Ordem.

Numa audiência que teve com o Papa Gregório III, este lhe chamou a atenção para a grande obra de São Bonifácio, seu parente, comunicando-lhe o desejo do grande Apóstolo da Alemanha, de vê-lo perto de si como coadjutor. Vilibaldo aceitou prontamente tão honroso convite e partiu para a Alemanha. Na viagem pela Baviera visitou os dois fidalgos Uttilo e Suitgario, ambos grandes defensores e protetores da Igreja. Acompanhado desses dois nobres senhores, dirigiu-se à residência de São Bonifácio, em Fulda. Por este mui bem e cordialmente recebido, teve logo depois ordem de assumir a direção da nova diocese de Eichstätt. Durante 36 anos pastoreou aquela parte do rebanho do Senhor, tendo sido visível a bênção de que Deus lhe cumulou os trabalhos verdadeiramente apostólicos. Vilibaldo morreu em 781, tendo alcançado a idade de 87 anos. O túmulo do ilustre Bispo foi glorioso, e Leão VII, em 938, o elevou à categoria de Santo.

Reflexões

Romarias e peregrinações sempre faziam parte do culto exterior na Igreja Católica e dúvida nenhuma pode haver sobre a grande utilidade de semelhantes empreendimentos, suposto sejam feitos com reta e piedosa intenção. Não são os Santos Lugares ou santuários em si, que produzem um grande bem à alma, mas a boa disposição, a fé, o espírito de penitência, o fervor do próprio peregrino, são os elementos necessários para assegurar o bom êxito e grande resultado espiritual da romaria. Ter vivido em Jerusalém, nada significa; ter se santificado lá, é coisa louvável. Se queres empreender uma romaria, cuida de fazê-la com a boa intenção e no intuito de livrar-te dos teus maus hábitos e fazer progressos na virtude. Não deves dar importância à crítica e censura de homens sem fé. Uma romaria feita nas devidas condições, é coisa útil e agradável a Deus.

Santos do Martirológio Romano, cuja memória é celebrada hoje:

Em Roma o martírio dos Santos Nicostrato, Cláudio, Vitorino e Sinforiano, discípulos de São Sebastião e batizados pelo sacerdote São Policarpo.

Em Clermont a memória do bispo Santo Ilídio. 385.

Na Inglaterra, Santo Hædde, bispo de Wessex.

Notas
  1. PDF desse livro disponível em: https://archive.org/details/pe-joao-baptista-lehmann-na-luz-perpetua-vol-ii