01 de setembro — Santo Egídio, Abade

01 de setembro — Santo Egídio, Abade
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Extraído de uma edição de 1935 do livro “Na Luz Perpétua — Leituras religiosas da Vida dos Santos de Deus, para todos os dias do ano, apresentadas ao povo cristão” 1

Não há documentos certos da vida de Santo Egídio, o qual desde tempos imemoriais é tido em grande veneração na França, Inglaterra e Alemanha. Dizem que era filho de nobre família ateniense.

Egídio era um homem de grande virtude e saber, que gozava da maior estima dos concidadãos. Para fugir dos elogios que lhe ofendiam a modéstia e não sabendo como conseguir de outra maneira uma vida mais recolhida, resolveu abandonar sua terra e emigrou para a França, onde se estabeleceu num lugar ermo, no Baixo Ródano. A fama de santidade espalhou-se-lhe também ali, motivo por que, pela segunda vez, se pôs em viagem e retirou-se para um lugar desconhecido, perto de Gard, e mais tarde para a Diocese de Nunes, onde viveu na maior pobreza, alimentando-se só de ervas e raízes. Diz a biografia do Santo, que Deus lhe mandou uma corça, cujo leite lhe serviu de alimento por algum tempo.

Certo dia aconteceu que a corça, perseguida por Flávio, Rei dos Godos, se refugiasse na choupana de Santo Egídio, tornando-se assim conhecida a residência do eremita. O Rei visitou-o e tão impressionado ficou pela virtude do servo de Deus, que se deixou tomar de grande simpatia e respeito por ele.

Foi o bastante para que Egídio, em pouco tempo, recebesse visitas de muita gente, e o nome e santidade se lhe tornassem conhecidos e celebrados em toda a redondeza.

Não podiam faltar homens piedosos, que, tocados pelo mesmo espírito que animava a Santo Egídio, quisessem imitar-lhe o exemplo e a solidão, e com ele viver em obediência a uma regra proposta pelo santo homem. Santo Egídio aceitou diversos candidatos e deu-lhes a regra de São Bento por norma de vida. O convento que os piedosos monges fundaram, foi mais tarde transformado em igreja, entregue a sacerdotes seculares. Ao redor dessa igreja se formou, pouco a pouco, um povoado, que recebeu o nome de Santo Egídio.

Santo Egídio morreu santamente no ano de 700, aproximadamente. Foram observados muitos milagres que se lhe realizaram no túmulo.

Na França existe grande número de conventos e igrejas com o nome de Santo Egídio. As relíquias do Santo acham-se em Toulouse.

Reflexões

Santo Egídio saiu da pátria para furtar-se ao elogio dos homens. São poucos os que imitam este exemplo. Muitos procuram recompensa do pouco bem que fazem, nas honras e glórias vãs do século e com isso se contentam. É imitar os fariseus e escribas do tempo de Jesus Cristo. Desses, Nosso Senhor disse: “Eles fazem as obras para serem vistos pelos homens”. Qual é o proveito? “Já receberam a paga” (Mateus 6). Não os imitemos. Se nos depararmos com a ocasião de praticar um bem, não o façamos com o intuito de colher elogios e festas da parte dos homens, mas antes para honrar e louvar a Deus, ou com outro fim nobre e santo. Que nos adianta o elogio? Por que procurar uma paga tão exígua, quando se nos oferecem recompensas eternas? Seja o lema em tudo que fizermos: “Tudo para maior honra de Deus!” Com essa intenção santifiquemos a nossa vida e tudo que fizermos, seguindo o conselho do Apóstolo São Paulo: “Quer comais, quer bebais ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (I Coríntios 10, 31).

Santos do Martirológio Romano, cuja memória é celebrada hoje:

Na Palestina, São Josué e São Gedeão. Josué era Chefe dos Judeus e Príncipe de Efraim. Vencedor sobre os Amalequitas e Cananeus, como sucessor de Moisés, levou os Israelitas à Terra da Promissão. É protótipo do Messias. Alcançou a idade de 110 anos e morreu no ano 1434 a.C. E Gedeão era Juiz da nação judaica. Já em sua mocidade destruía ídolos e trabalhava pelo restabelecimento do culto divino em toda a sua pureza. Sua missão foi libertar sua nação do jugo dos Midianitas. Deu aos Judeus uma paz de 40 anos, pelo que lhe quiseram conferir a dignidade real. Contra as constituições da lei mandou fazer um efod das joias dos Midianitas. Gedeão viveu 1244 a.C.

Em Jerusalém, a santa profetisa Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Assistiu à apresentação do Menino Jesus no templo; servia a Deus com oração e jejum e não saía do templo, como é relatado no Evangelho de São Lucas.

Em Reims, a memória de São Sisto, discípulo de São Pedro e vítima da perseguição neroniana. 1° sec.

São Prisco, Bispo de Cápua, um dos discípulos de Jesus Cristo.

Notas
  1. PDF desse livro disponível em: https://archive.org/details/pe-joao-baptista-lehmann-na-luz-perpetua-vol-ii