A igreja grega cismástica não é apostólica e, portanto, não manifesta a visibilidade da Igreja, constituída das quatro notas
A igreja grega cismástica não é apostólica e, portanto, não manifesta a visibilidade da Igreja, constituída das quatro notas“A Igreja Grega cismática não é formalmente apostólica. — Separando-se da Cabeça da Igreja, essa igreja perdeu toda sucessão apostólica formal, e principalmente a Russa, cujos Bispos eram indicados por poder laico. Por isso, os Bispos desta igreja, ainda que materialmente ocupem uma Sé Apostólica, já não são sucessores dos Apóstolos; pois, arrogando para si poder independente do sucessor de Pedro, por isso mesmo cessaram de ser membros do colégio apostólico. De resto, os Gregos mudaram essencialmente a doutrina, v. g., o primado de jurisdição do Romano Pontífice, que agora rejeitam, antes haviam reconhecido, v. g., no Concílio de Éfeso e de Calcedônia (acima, n. 364); aliás, aceitaram de novo a própria constituição integral de um Príncipe civil, como os Russos de Pedro, o Grande. Donde, ou a Igreja grega antes era apostólica e agora não o é, ou antes não era apostólica nem agora o é, visto que não pôde ter a apostolicidade por si mesma nem por um Príncipe. [...] Conclusão geral: 1. As quatro notas da unidade, santidade..., tomadas complexivamente, constituem com toda certeza a marca positiva e exclusivamente própria da verdadeira Igreja, conforme o dizer de Pio IX: ‘A verdadeira Igreja de Jesus Cristo é constituída e reconhecida por autoridade divina com uma nota quádrupla, a qual afirmamos que deve ser crida no Símbolo; e qualquer uma destas notas está de tal modo ligada às outras, que delas não pode ser separada; daí resulta que aquela que verdadeiramente é e é dita católica, deve resplandecer ao mesmo tempo com a prerrogativa da unidade, da santidade e da sucessão apostólica’ (D. 1686). Ora, como consta do que foi dito, somente a Igreja Romana resplandece simultaneamente com estas quatro notas. Logo, somente ela é a verdadeira Igreja de Cristo” (Monsenhor Jean Marie Harvé, Manuale Theologiae Dogmaticae, vol. I, Paris 1957, n. 413)