É digno de anátema quem diz reconhecer o Papa e não obedece ele no ensino, na disciplina ou no governo

É digno de anátema quem diz reconhecer o Papa e não obedece ele no ensino, na disciplina ou no governo
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“Pois de que serve proclamar o dogma católico do primado de São Pedro e de seus sucessores, e ter reproduzido tantas declarações de fé católica e de obediência à Sé Apostólica, quando os próprios atos contradizem abertamente as palavras? A obstinação não se torna tanto menos escusável quanto mais se reconhece o devido compromisso de obediência? A autoridade da Sé Apostólica não vai além do que foi disposto por Nós, ou basta ter comunhão de fé com ela, sem obrigação de obediência, para que se possa considerar salva a fé católica? [...] Porque se trata, Veneráveis Irmãos e amados Filhos, da obediência que se deve prestar ou não à Sé Apostólica; trata-se de reconhecer seu supremo poder, inclusive nas vossas Igrejas, no mínimo no que diz respeito à fé, à verdade e à disciplina; quem o tiver negado é herege. Aqueles que o reconheceram, mas se recusam orgulhosamente a obedecer-lhe, são dignos de anátema” (Papa Pio IX, Encíclica Quae in patriarchatu, n. 24, 1 de setembro de 1876)