A religião e a fé sempre se mantiveram imaculada na Sé Apóstolica em razão da oração de Cristo por São Pedro

A religião e a fé sempre se mantiveram imaculada na Sé Apóstolica em razão da oração de Cristo por São Pedro
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"Ademais esta Santa Sé sempre sustentou o próprio primado Apostólico, o qual o Romano Pontífice obtém sobre a universal Igreja enquanto sucessor de Pedro príncipe dos Apóstolos, bem como obtém também a suprema potestade de magistério, e o perpétuo uso da Igreja o comprova e o declararam os próprios Concílios Ecumênicos, principalmente aqueles nos quais concordaram o Oriente com o Ocidente na união da fé e da caridade. Pois os Padres do IV Concílio de Constantinopla, aderindo aos vestígios dos maiores, emitiram esta solene profissão: 'a primeira salvação é guardar a regra da reta fé. E por não poder ser ignorada a sentença de Nosso Senhor Jesus Cristo que diz: 'Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja', estas coisas, que foram ditas, são provadas pelos efeitos das coisas, pois na Sé Apostólica sempre foi conservada imaculada a religião católica, e celebrada a santa doutrina. Portanto, não desejando de modo algum ser separados da fé e da doutrina desta, esperamos que mereçamos estar na única comunhão, que a Sé Apostólica prega, na qual está a íntegra e verdadeira solidez da religião Cristã' (Da fórmula do Papa Santo Hormisda, tal como foi proposta pelo Papa Adriano II aos Padres do IV Concílio Ecumênico de Constantinopla e por eles mesmos subscrita). Aprovando pois o II Concílio de Lyon, os Gregos professaram: 'que a Santa Igreja Romana obtém o sumo e pleno primado e principado sobre a universal Igreja Católica, o qual ela reconhece, verdadeira e humildemente, ter recebido do próprio Senhor no beato Pedro, príncipe ou vértice dos Apóstolos, do qual o Romano Pontífice é sucessor, com a plenitude da potestade; e assim como antes dos demais é obrigada a defender a verdade da fé, assim também, se tiverem surgido quaisquer questões sobre a fé, devem ser definidas pelo seu juízo'. Finalmente o Concílio de Florença definiu: 'que o Romano Pontífice é o verdadeiro Vigário de Cristo, cabeça de toda a Igreja e pai e doutor de todos os Cristãos; e que a ele mesmo no beato Pedro foi entregue por Nosso Senhor Jesus Cristo a plena potestade de apascentar, reger e governar a Igreja universal'." (Concílio Ecumênico do Vaticano, Constituição Dogmática Pastor Aeternus, cap. IV)

A religião e a fé sempre se mantiveram imaculada na Sé Apóstolica em razão da oração de Cristo por São Pedro — Concílio Ecumênico do Vaticano