Sobre a apostasia da fé e da cidade de Roma, e a queda de todo do Império cristão ser sinal da vinda do Anticristo

Sobre a apostasia da fé e da cidade de Roma, e a queda de todo do Império cristão ser sinal da vinda do Anticristo
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“Francisco Ribeira (cf. vers. 14, cap. 12 do Apocalipse) expôs esta deserção como sendo aquela célebre apostasia da cidade de Roma em relação à Fé e ao seu Pontífice: quando, perto do fim do século, antes da vinda do Anticristo, Roma, tendo sido privada da Religião cristã, com o seu Pontífice expulso e a santa Igreja dispersa, recaia no paganismo e no ímpio culto dos deuses; e recupere a primitiva grandeza do império; então aqueles dez reis se separarão dela, e se revoltarão contra ela, e a arruinarão por completo. Portanto, como todas essas coisas acontecerão ao mesmo tempo em Roma, Ribeira entende como sendo a deserção daqueles dez reis de Roma o que Paulo chamou de apostasia, ou defecção. [...] Observação oportuna: não deve passar sem consideração que a santa Igreja Romana ortodoxa parece, principalmente por esta razão, no santo dia da Parasceve (Sexta-feira Santa, N. do T.), orar publicamente pelo Império Romano com solene súplica: Oremos pelo Império Romano, etc.; pois crê que, enquanto ele permanecer — o que ainda agora subsiste na Alemanha, seja o Império Romano ali como província, seja em alguma parte — não virá ainda a conjunção ou aliança do Anticristo, isto é, o fim. Por causa disto, também, antigamente, os cristãos eram os únicos a orar pela estabilidade e prolongada duração do Império Romano, como vimos acima, cap. 18, em Tertuliano, Lactâncio, São Optato e outros” (Tomás Malvenda, O.P., De Antichristo, 1647, t. 1, lib. V, p. 452)